terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Viagem ao interior da alma




"Conhece-te a ti mesmo."

Oráculo de Delfos


Da mesma forma como ocorre em qualquer empresa, precisamos analisar nossa vida, o que queremos, onde estamos, os ajustes que precisaremos fazer para chegar onde almejamos...


É muito fácil nos desviarmos do caminho traçado, pois acontecem milhões de coisas que não estavam nos planos anteriormente pensados e que alteram, por vezes, completa e irremediavelmente, o nosso trajeto.


Entretanto, uma das coisas mais difíceis é realmente conhecer a profundeza de nossa alma, os nossos verdadeiros objetivos, afinal, para tudo que fazemos temos alguma justificativa, não apenas para os outros, muitas vezes para nós mesmos, e essa é a parte trágica, pois estaremos cada vez mais longe de nós mesmos e assitiremos nossa vida com tristeza e frustração, mas sem força para alterar o rumo das coisas, já que nem sabemos ou lembramos para onde realmente queremos ir ...


Sempre digo para os alunos que mesmo com a atual rapidez da vida, reservamos no mínimo duas datas para pensar um pouco sobre nossas metas e objetivos: dia de aniversário e Ano Novo, com a fatídica lista de coisas que planejamos fazer e a constatação nua e crua do que realmente fizemos.


Este ano, fiz algo diferente, reservei minhas férias para uma verdadeira busca interior conforme os ensinamentos do mestre Sócrates, além do anual ajuste de metas de fim de ano, para que não me desvie do meu trajeto, uma amiga disse que isso é típico quando vivenciamos o retorno de Júpiter em nosso mapa astral, seja o que for, foi o que fiz e a principal pergunta de Sócrates é:


O que é a essência do homem? E Sócrates entendia que era a alma, como a sede da razão, do nosso "eu consciente", que inclui nossa consciência intelectual e a moral, sendo o que distingue o ser humano de todos os outros seres da natureza.


Esse questionamento de mais de 400 anos antes de Cristo, está cada vez mais atual, tendo em vista o mundo em que vivemos e o que queremos para as futuras gerações, esse é o grande tema do mundo: sustentabilidade, meio ambiente, solidariedade, consumo consciente, etc.


Uma das principais respostas que obtive, foi a imprescindível necessidade de conexão de nossa mente com o corpo e a alma, e isso vivenciei com a yoga, com as agradáveis conversas com a Regina Shakti, e, especialmente, num lugar simplesmente fantástico, com pessoas igualmente maravilhosas, local onde também encontrei excelentes pessoas e fizemos grande amizade, constatando, mais uma vez, que não existem coincidências e o mundo realmente é apenas uma linda e pequena bola azul...


Agradeço por mais um passo nessa imensa jornada da vida. Para quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho de meditação, yoga, autoconhecimento e nutrição que eles realizam nesse lugar tranquilo em Campos do Jordão, acesse: KRISHNA SHAKTI ASHRAN.



Um grande abraço a todos.





Fonte: Imagem - Krishna Shakti Ashran



4 comentários:

Anônimo disse...

Nossa atual sociedade de consumo e fluida, o amor e amizade são líquidos sendo importante escutar esse silencio da mente para crescer na vida, mas poucos tem coragem para assumir isso, parabéns.

*Adriana disse...

"Entretanto, uma das coisas mais difíceis é realmente conhecer a profundeza de nossa alma, os nossos verdadeiros objetivos, afinal, para tudo que fazemos temos alguma justificativa, não apenas para os outros, muitas vezes para nós mesmos, e essa é a parte trágica, pois estaremos cada vez mais longe de nós mesmos e assitiremos nossa vida com tristeza e frustração, mas sem força para alterar o rumo das coisas, já que nem sabemos ou lembramos para onde realmente queremos ir ..."

Nestas linhas, parece que me conhece e falou exclusivamente para mim.
Já me disseram para procurar a Yoga, tenho pensado nisso como uma solução.

abçs
Adriana

Sabrina Noureddine disse...

O primeiro comentário é de alguém que concorda totalmente com Bauman, hein?

Concordo com muitas coisas que ele escreveu, poderemos trazer algumas dessas questões e conhecer a opinião de todos...

Abs.

Sabrina Noureddine disse...

Oi Adriana,

Talvez porque estejamos conectadas ao mundo;

Talvez porque o mundo exterior exija muito de nós, e estejamos mais longe de nosso mundo interior;

Talvez porque existe uma lei física que nos aproxime; ou

Talvez seja apenas coincidência...

Seja o que for, tenho visto algumas técnicas orientais que podem ajudar a aquietar a mente para ouvirmos o coração: yoga, tai chi, meditação, veja com qual vc mais de identifica e inicie a jornada.

A jornada é única e pessoal, mas podemos trocar figurinhas no trajeto... afinal, estamos todos no mesmo barco...

Bjos.