quarta-feira, 17 de março de 2010

Famílias chefiadas por mulheres




Entre 1998 e 2008, aumentou o número de mulheres chefes de família. Em 1998, elas eram responsáveis financeiramente em 25,9% dos lares. Em 2008, o percentual passou para 34,9%. A OIT divulga os dados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Ainda conforme os dados da organização, as mulheres no fim de 2008 representaram 43,7% das pessoas acima de 16 anos no mercado de trabalho. Ou seja, eram 42,5 milhões entre os 97 milhões de trabalhadores do país.

Mesmo com a participação semelhante entre os trabalhadores, as informações da OIT mostram que elas sofrem muito mais com o desemprego do que os homens. A situação é ainda pior entre as mulheres negras. Entre as negras a taxa de desemprego atingiu 10,8% em 2008 e entre as mulheres brancas, 8,3%.

Entre os homens negros, a taxa de desemprego foi de 5,7% e entre os brancos, 4,5%.

A OIT apresenta ainda a informação de que 15,8% das mulheres ocupadas estão no trabalho doméstico, e a maioria, em relação precária de trabalho: somente 26,8% têm carteira assinada. Entre as mulheres negras, a situação também piora: 76% das que atuam no trabalho doméstico estavam na informalidade em 2008.

Jornada maior

Além da situação desigual no mercado de trabalho, as mulheres trabalham cinco horas a mais por semana do que os homens, considerando os afazeres domésticos.

A jornada semanal média no mercado de trabalho é de 34,8 horas semanas para a mulher e 42,7 horas semanais para o homem. Quando considerados os afazeres domésticos, a carga de trabalho feminina passa para 57,1 horas semanais contra 52,3 horas semanais dos homens.



Mudanças nas famílias

Entre 1998 e 2008, o perfil das famílias apresentou mudanças, segundo os dados da OIT. O percentual de casais sem filhos passou de 13,3% para 16,6% dos casais do país.

Aumentou ainda de 16,7% para 17,2% as famílias com mulheres sem cônjuges, mas com filhos. A taxa de fecundidade entre as mulheres de 15 a 49 anos caiu de 2,9 para 1,95 por mulher.


Convenção 156

A OIT informou que atua para que o governo brasileiro ratifique a Convenção 156 da OIT, que visa reduzir as desigualdades de gênero no mercado de trabalho.


Convém salientar que a gestão feminina nos lares é diferente da masculina, fruto dos diferentes padrões de consumo entre homens e mulheres, conforme podemos verificar na tabela comparativa abaixo, mulheres gastam mais com educação, vestuário e cuidados com as crianças, os homens gastam mais com transportes, especialmente, com acessórios para os veículos.

Onde eles e elas mais gastam (%):

Famílias chefiadas por:homemmulher
Despesas gerais de consumo75,380,7
Alimentação17,316,5
Habitação27,933,8
Vestuário4,65,0
Transporte9,77,7
Higiene e cuidados pessoais1,72,1
Assistência à saúde5,35,7
Educação3,33,6
Recreação e cultura1,92,1
Fumo0,60,6
Serviços pessoais0,81,0
Despesas diversas2,22,6

Sobre esse tema é muito interessante uma matéria que pode ser lida na Revista Eletrônica Espaço Aberto, da USP.



Abs a todos.



Fonte:
conteúdo: G1
imagem: Revista Eletrônica Espaço Aberto


4 comentários:

Andresa disse...

Ola amiga
Tudo bem?

Muito interessante este texto. E tenho que lhe dizer, como trabalho com RH, na verdade o que vejo, enquanto as mulheres tem garra, determinação e coragem, para trabalhar e labutar, hoje o homem é bem desanimado, " paga para não arrumar emprego". Infelismente é nossa realidade, tanto que muitas empresas estão aderindo a contratar só mulher.

Bjs
Andresa

Sonia Maria disse...

Querida,
Como está? Obrigada pelos dados vão contribuir muito para as minhas palestras e para o curso.
Abraços,
Sônia Maria.

Sabrina Noureddine disse...

Oi Andresa,
Já estava com sds de sua participação.
É muito bom compartilhar conhecimento, e suas palavras ampliam os horizontes para aprendermos sobre o que está acontecendo hoje, agora, antes de qualquer pesquisa!!!
Obrigada.
Bjos, Sabrina.

Sabrina Noureddine disse...

Oi Sônia,

Vc é uma pessoa incrível, uma amiga de ontem, hoje e sempre!!!

Eu é que agradeço vc por proporcionar a capacitação de tantas mulheres ávidas por conhecimento e me convidar a participar de algumas atividades...

Estamos no mesmo mundinho chamado Terra e todos, cada um a sua maneira, precisam cuidar dele e das pessoas que nele habitam.

Eu tento fazer a minha parte, saiba que vc sempre me inspira nas horas em que o desânimo aparece...

Mil bjos, Sabrina.